Data de Partida: 15º dia da Lua de Cinza
Data de Retorno: 23º dia da Lua de Cinza
Região: Mata das Sombras Errantes
Localização: Clareira a oeste de Nova Cresta
Patrono da Missão: Ordem dos Magistas
Objetivo: Investigação arqueológica e identificação de artefatos
Equipe Destacada:
Recruta Phelan — Homem de Armas
Aprendiz Lyra — Feiticeira (Falecida)
Aprendiz Josephina — Feiticeira
Discípulo Gaston — Mão de Arathar
Irmão Caldus — Mercenário (Mão Vendida)
Roderick Vann — Mercenário (Mão Vendida, Falecido)
Resumo da Operação
Dando continuidade à investigação das ruínas contendo o portal arcano identificado em expedição anterior, um novo destacamento da Vanguarda foi enviado à Mata das Sombras Errantes.
A missão manteve como objetivo a exploração aprofundada da estrutura, identificação de artefatos e análise das mudanças ocorridas no local desde o último registro. A operação confirmou alterações significativas no interior das ruínas, além da presença de novas ameaças e uma entidade de altíssima periculosidade.
Foram registradas duas baixas durante a operação.
Eventos Registrados
Travessia até Nova Cresta
O grupo partiu do Forte integrado a uma caravana com destino a Nova Cresta, responsável pelo transporte de suprimentos e remédios destinados ao Doutor Cornelius Draeven, atualmente encarregado do tratamento da peste que assola a vila.
Entrada na Mata das Sombras Errantes
A partir dos portões de Nova Cresta, o destacamento seguiu rumo à mata, avançando ao norte em direção às ruínas.
Durante a travessia, encontraram um caçador não identificado, responsável por armar armadilhas rudimentares e enferrujadas pela floresta. O indivíduo apresentava sinais claros de instabilidade mental, relatando buscar vingança contra uma criatura denominada “Pantera Profana”, responsável pela morte de seu irmão.
O contato não resultou em hostilidade, mas foi classificado como comportamento de risco.
Retorno ao Portal
Ao alcançar as ruínas, o grupo constatou que o portal encontrava-se novamente inativo, com a ausência da porta previamente registrada.
Seguindo registros da expedição anterior, o Discípulo Gaston utilizou o idioma Kezrul para invocar a estrutura. A porta manifestou-se novamente, composta por cristalizações que formam padrões semelhantes a constelações desconhecidas.
No interior, foram identificadas alterações claras: o ambiente apresentava sinais de reorganização, armadilhas haviam sido reinstaladas e objetos previamente deixados no local não foram encontrados.
Sala da Estátua Central
O grupo retornou à câmara contendo a estátua colossal. Testes foram realizados para identificar o padrão de movimentação da estrutura, sem conclusão definitiva.
Durante a exploração, o Recruta Phelan escalou a estátua e recuperou a arma empunhada por ela. O artefato foi posteriormente identificado como Sombras de Kaelmor, um item mágico de origem antiga, agora sob posse do destacamento.
Cripta Subterrânea
Uma passagem lateral levou o grupo a uma cripta contendo nichos funerários preenchidos por ossadas antigas e máscaras de aparência simiesca ou proto-humana.
Durante a investigação, as ossadas apresentaram movimentação anômala e a fonte de luz do grupo foi extinta abruptamente. O evento gerou pânico no mercenário Irmão Caldus, que abandonou a missão e fugiu da estrutura.
Avaliação posterior indica quebra de contrato e sanções aplicadas pela Mão Vendida.
Câmara da Piscina Cristalina
O grupo avançou até uma nova câmara, não registrada anteriormente, contendo uma longa piscina central com formações cristalinas em seu fundo, similares às observadas na porta do portal.
Durante a investigação, o grupo foi atacado por entidades translúcidas, posteriormente classificadas como Estátuas de Cristal.
O combate foi intenso. O mercenário Roderick Vann sofreu ferimentos graves, sendo salvo por intervenção do Discípulo Gaston e a glória de Arathar. As entidades foram neutralizadas.
Avaliação de Ameaça: Baixa
Galeria de Estratégia
Prosseguindo pela estrutura, o destacamento encontrou uma sala contendo mesas com miniaturas representando exércitos e cenários de batalha. As paredes estavam repletas de figuras semelhantes, organizadas como peças de estratégia militar.
A função exata da sala permanece desconhecida, mas sugere uso tático.
Salão do Trono
Em nível inferior, o grupo encontrou uma câmara de grande escala, estruturada em três níveis.
No topo, um trono ocupado por uma estátua de argila de proporções massivas, com aparência semelhante à estátua da sala anterior, portando um globo de cristal. Ao nível do solo, sete estátuas de generais estavam posicionadas diante de um vasto poço contendo um exército completo de soldados de argila em formação.
O grupo preferiu não interagir com esta sala e retornar às salas anteriores.
Avaliação de Ameaça: Potencialmente Extrema.
Contato com Entidade Hostil
Durante o retorno, o grupo encontrou a câmara previamente registrada, contendo o trono de pedra, onde haviam ouvido o sibilar.
Ao entrar na sala ativaram um mecanismo defensivo da imensa estátua da sala anterior que resultou em uma descarga flamejante do dedo da estátua em sua direção.
O grupo rapidamente tentou pular para dentro da nova sala para escapar das chamas. Infelizmente, a Aprendiz Lyra foi atingida diretamente e se tornou mais uma das manchas de fuligem no chão. Que Arathar zele por sua alma.
No interior da sala, uma entidade de natureza demoníaca manifestou-se, identificada como uma serpente colossal, posteriormente classificada como Ssisssuraag, a Serpente do Pacto Eterno.
O impacto psicológico de visualizar a forma da entidade foi tamanho, fazendo com que Gaston fugisse em pânico, Josephina caísse catatônica no chão e Roderick avançasse cegamente contra a serpente. O único que suportou o peso do desespero foi Phelan, que pegou Josephina e fugiu, a tempo de ouvir os gritos desesperados de Roderick.
Retirada e Retorno
Ao deixar a estrutura, o grupo encontrou o Novato Markus, que havia sido alertado em Nova Cresta por Irmão Caldus em sua fuga.
Durante o retorno em direção ao Forte, o destacamento foi interceptado por múltiplos Montes Cambaleantes, que avançavam lentamente pela mata. Apesar de sua movimentação arrastada, as criaturas demonstraram comportamento persistente, ignorando danos iniciais e continuando a avançar de forma constante.
Diante da impossibilidade de contenção eficiente e do risco de prolongar o confronto, o grupo optou por retirada imediata, conseguindo evitar baixas adicionais.
O destacamento retornou ao Forte para relatório e reorganização.
Avaliação de Ameaça: Moderada a alta.
Avaliação Geral
A missão confirmou agravamento significativo do cenário:
- Estrutura arcana ativa e mutável
- Reconfiguração interna do ambiente
- Presença de entidades cristalinas hostis
- Artefatos de alto valor arcano
- Entidade demoníaca de nível crítico
- Presença de criaturas vegetais de alta resistência nos arredores
A área demonstra sinais claros de atividade mágica instável e ligação com forças caóticas de extrema periculosidade.
Conclusão
A expedição resultou na recuperação de um artefato relevante, mas com perdas significativas.
As Ruínas do Portal Antigo demonstram comportamento dinâmico e crescente instabilidade, indicando possível atividade consciente ou influência externa.
A presença de Ssisssuraag eleva o local a nível de contenção prioritária.
Recomenda-se que futuras incursões sejam realizadas apenas com destacamentos altamente preparados, com suporte arcano especializado e protocolos de retirada imediata.
Que Arathar ilumine aqueles que ousarem retornar… pois algo antigo despertou sob a pedra, e agora observa de volta.


