Data de Partida: 3º dia da Lua de Areia
Data de Retorno: 9º dia da Lua de Areia
Região: Mata das Sombras Errantes
Localização: Sudoeste do Forte
Patrono da Missão: Vigília da Mão de Ferro
Objetivo: Investigação e Purificação de forças profanas
Equipe Destacada:
- Recruta Phelan — Homem de Armas
- Recruta Merek — Homem de Armas
- Aprendiz Jan — Feiticeira
- Discípulo Rollo — Mão de Arathar
Resumo da Operação
Atendendo à convocação da Vigília da Mão de Ferro, um destacamento de novos recrutas da Vanguarda foi enviado à Mata das Sombras Errantes para investigar relatos de manifestações profanas associadas ao túmulo do infame Corsário Negro, um saqueador e blasfemo que, em vida, desafiou reis e o próprio Arathar.
Os relatos apontavam para luzes espectrais, ossadas animadas e atividade sobrenatural nas redondezas do túmulo. A missão da expedição consistia em localizar o local exato da tumba, avaliar a natureza da corrupção ali presente e preparar o terreno para uma eventual purificação completa.
Eventos Registrados
Travessia dos Ermos
Nos dois primeiros dias de marcha a equipe atravessou as terras áridas dos Ermos em direção à floresta, encontrando poucos obstáculos.
Durante a travessia foi descoberto o corpo recente de uma mulher, cujos olhos haviam sido completamente tomados por um crescimento fúngico desconhecido. Entre seus pertences foi encontrado um mapa de tesouro, apontando para uma caverna localizada nos Morros da Vigília.
O mapa foi preservado para análise posterior, pois pode possuir valor estratégico ou histórico para a Vigília da Mão de Ferro.
Emboscada na Ravina
Ao buscar abrigo nas proximidades dos Montes Desolados, o destacamento foi emboscado em uma ravina por uma monstruosa Aranha Gigante e três pequenos hominídeos com feições caninas.
Os hominídeos apresentavam garras cobertas por veneno de aranha ainda gotejante, indicando prática recorrente no uso da toxina para paralisar presas.
Estudos do Conselho de Caldoria identificam os hominídeos como Kobolds da tribo Garra Sombria, um grupo de hominídeos especializados em emboscadas nas planícies dos Ermos, conhecidos por sua convivência e domesticação parcial de aranhas gigantes.
O confronto foi breve e terminou com a neutralização das criaturas.
Avaliação de Ameaça: Alta prioridade nas regiões d’Os Ermos.
Entrada na Mata das Sombras Errantes
Após novos dias de deslocamento e breves interações com moradores locais, o destacamento alcançou as proximidades dos Morros dos Ossos Velados e adentrou a Mata das Sombras Errantes.
Durante a travessia foi avistado um destacamento de orcs marchando rumo ao sul, indicando movimentação militar ou migratória desconhecida na região.
Avaliação de Ameaça: Alta prioridade de monitoramento, passível de se tornar uma ameaça às vilas aliadas da União.
A Caverna da Nascente
Durante a busca por água, os recrutas encontraram a nascente do Rio Caldante, localizada dentro de uma caverna em uma colina ao norte da floresta.
Entretanto, o local mostrou-se ocupado por um grupo armado de humanos, que reagiu imediatamente à aproximação do destacamento com uma saraivada de flechas.
O recruta Merek sofreu ferimentos graves durante o confronto inicial, quase sucumbindo aos ataques.
Sem objetivo estratégico imediato no local, a equipe optou por recuar.
Avaliação de Ameaça: A presença de humanos hostis ocupando uma nascente natural dentro da floresta levanta suspeitas e requer investigação posterior.
Ruínas Antigas
Ao contornar a muralha da vila de Nova Cresta, o destacamento encontrou uma clareira contendo ruínas de uma antiga construção.
A estrutura havia sido quase completamente consumida pelo tempo, restando apenas fundamentos de pedra espalhados e vestígios de uma antiga planta estrutural. A única estrutura encontrada ianda erguida foi um portal de entrada, sem qualquer porta ou mecanismo visível.
Apesar da investigação inicial, nenhum artefato ou passagem oculta foi encontrada.
Avaliação de Ameaça: Baixa prioridade, passível de serem apenas ruínas de uma época anterior. Investigação posterior sugerida, devido a possível existência de relíquias e artefatos históricos de importância.
Descoberta do Túmulo
No último dia da expedição, o grupo localizou a entrada do túmulo.
A tumba encontra-se escavada no interior de uma colina da floresta e protegida por grandes portas duplas de pedra.
Ao adentrar o local, os recrutas registraram duas observações importantes:
O interior da tumba é iluminado de forma antinatural por globos de luz azulada flutuantes, que circundam o teto da sala. A origem dessa iluminação é desconhecida e possivelmente perigosa.
Na primeira câmara encontra-se um grande mural entalhado em basalto, contendo símbolos e marcações que parecem indicar algum tipo de ordenação ou hierarquia.
A interpretação completa do mural requer análise por estudiosos.
Avaliação de Ameaça: Alta prioridade. A existência de magia caótica presente tão abertamente no túmulo indica uma existência de uma ameaça maior do que originalmente imaginávamos.
Avaliação Geral
A missão inicial foi bem-sucedida em seu objetivo de localização do túmulo.
Entretanto, a exploração foi apenas preliminar. A tumba apresenta claros indícios de atividade sobrenatural, além de possíveis mecanismos ou defesas ainda não ativadas.
Adicionalmente, a expedição revelou diversas informações relevantes sobre a região:
- Atividade da tribo kobold Garra Sombria
- Presença de aranhas gigantes
- Movimento de destacamento orc
- Ocupação armada de uma nascente na floresta
- Estruturas antigas possivelmente anteriores à ocupação atual
Conclusão
O destacamento retornou ao Forte sem baixas, apesar dos riscos enfrentados durante a jornada.
A tumba do Corsário Negro permanece intocada em sua maior parte e exige uma expedição subsequente com preparação adequada para exploração profunda e eventual purificação.
Que a luz de Arathar ilumine os caminhos daqueles que novamente descerem às sombras.


