Relatório de Expedição 6 – Catacumbas de Nova Cresta

Data de Partida: 27º dia da Lua de Cinza
Data de Retorno: 4º dia da Lua de Sangue
Região: Vila de Nova Cresta
Localização: Exterior do muro norte
Patrono da Missão: Vigília da Mão de Ferro
Objetivo: Exploração e contenção de possível atividade herética


Equipe Destacada:

Recruta Phelan — Homem de Armas
RecrutaMerek — Homem de Armas
Cão Elias — Mercenário
Aprendiz Jan — Feiticeira
Discípulo Arthur — Mão de Arathar
Novato Melkor — Doutor Pálido


Resumo da Operação

Atendendo à convocação da Vigília da Mão de Ferro, o destacamento partiu do Forte de Além-Vale integrado a uma caravana do Conclave do Corvo Pálido, encarregada de prestar auxílio à vila de Nova Cresta, atualmente assolada por uma epidemia de peste.

Ao chegar à vila, a equipe encontrou o local em estado crítico. Corpos acumulavam-se nas ruas, e os habitantes restantes apresentavam comportamento apático, abatido e distante. Na praça central, o padre Aldric Varlhom conduzia uma pregação pública, buscando manter a fé e a ordem entre os sobreviventes.

Após se reportarem ao Doutor Cornelius Draeven, responsável pelos esforços medicinais, o destacamento prosseguiu com a investigação nas catacumbas ao norte da vila, onde haviam sido relatados sinais de heresia e corrupção.


Eventos Registrados

Entrada nas Catacumbas

Logo na entrada, foi observada grande concentração de ratos, circulando livremente entre o solo e as paredes da estrutura.

A presença dos animais indica ambiente altamente contaminado e possivelmente conectado à propagação da peste.

Avaliação de Ameaça: Moderada, com risco biológico elevado.


Sala do Ritual

Durante a exploração, o grupo encontrou uma câmara onde um ritual havia sido recentemente conduzido.

No centro da sala havia um pentagrama traçado em sangue, com corpos nus dispostos ao redor, formando suas extremidades. Velas ainda acesas indicavam atividade recente.

O novato Melkor desfez a estrutura ritualística ao interromper o desenho com o pé, apagando parte dos traços.

Avaliação de Ameaça: Alta prioridade. Evidência clara de atividade herética ativa nas catacumbas.


Arquivos da Casa Hebor

Em uma câmara adjacente, o grupo localizou o que aparentava ser um antigo espaço de arquivamento.

Nos registros encontrados, havia diversas anotações referentes à queda da Casa Hebor, antiga linhagem de lordes de Cresta.

Os documentos apresentavam inconsistências significativas. Relatos oficiais descreviam mortes naturais, sem indícios de corrupção ou rituais, porém os detalhes eram contraditórios aos relatos de historiadores das Terras da União.

Testemunhos mencionavam um anel de noivado que jamais foi catalogado entre os bens da família. O objeto encontra-se desaparecido.

Nos registros finais, o arquivista responsável declarou ter sido coagido a produzir documentos que sustentassem acusações de heresia contra a família.

Segundo seu relato, a queda da Casa Hebor não ocorreu por influência demoníaca, mas por ambição e manipulação política.


Templo Antigo

Mais adiante, o destacamento encontrou uma estrutura preservada que se assemelha a um templo.

O Discípulo Arthur identificou o local como um antigo templo dedicado a Lysara, a Musa das Mil Faces, entidade que governa as emoções, patrona dos artistas e farsantes, pertencente ao antigo Panteão dos Nove.

A estrutura não apresentava sinais visíveis de profanação ou corrupção.

Avaliação de Ameaça: Baixa imediata. Relevância histórica elevada. Monitoramento recomendado.

Encontro com Bruxas

Ao retornar por corredores previamente explorados, o grupo encontrou quatro figuras femininas vestidas com robes em estado de deterioração.

Tentativas de comunicação foram ignoradas. As entidades iniciaram ataque imediato utilizando manifestações arcanas de natureza hostil.

As criaturas foram posteriormente identificadas como Bruxas.

O combate foi intenso e resultou em ferimentos significativos na equipe, porém sem baixas.

Avaliação de Ameaça: Alta prioridade. Presença confirmada de entidades hereges nas catacumbas.

Manifestação de Crânio Flamejante

Após o confronto, o grupo foi atacado por uma entidade flutuante composta por um crânio envolto em chamas intensas.

A criatura demonstrou comportamento territorial, posicionando-se como guardiã da câmara subsequente.

O Crânio Flamejante realizou ataques incendiários à distância, dificultando avanço seguro.

Neste ponto, membros da equipe já apresentavam sintomas iniciais da peste, comprometendo sua capacidade de combate.

Avaliação de Ameaça: Alta prioridade. Entidade mágica hostil ativa protegendo área ainda não explorada.


Avaliação Geral

A missão foi parcialmente bem-sucedida, tendo identificado múltiplos focos de atividade herética dentro das catacumbas.

A presença simultânea de rituais ativos, entidades profanas e manifestações mágicas hostis indica que a corrupção no local é recente e organizada.

Adicionalmente, os registros encontrados sugerem que eventos históricos relacionados à Casa Hebor podem ter sido manipulados, levantando dúvidas sobre a legitimidade das acusações que levaram à sua queda.

A exposição prolongada ao ambiente contaminado resultou nos primeiros sintomas da peste entre os membros da equipe.


Conclusão

Devido ao estado físico comprometido da equipe e à presença de ameaças ainda não neutralizadas, o destacamento optou por recuar e retornar ao Forte de Além-Vale.

As catacumbas permanecem parcialmente inexploradas e apresentam risco elevado.

Recomenda-se uma nova expedição com preparação adequada, incluindo contenção de pragas, suporte médico reforçado e destacamento ampliado.

Que a luz de Arathar guie aqueles que descerem novamente às profundezas de Nova Cresta.

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